Em clima de rock, Rio Preto respira uma energia diferente neste 07 de abril
Nesta terça-feira, dia 07 de abril, Rio Preto está respirando a vibe rock and roll. Isso porque Guns N’ Roses vai se apresentar nesta noite. Desde ontem, pessoas que gostam do Raimundos – banda que vai abrir, agitaram no shopping Iguatemi na noite de autógrafos. O encontro aconteceu no espaço de eventos do Piso Superior. Os fãs que compareceram em peso foram atendidos por ordem de chegada.
Além da sessão de autógrafos, o Shopping Iguatemi Rio Preto também disponibilizou ingressos para o show sem taxa, diretamente na bilheteria instalada no local.
A banda Raimundos repete a parceria de sucesso na turnê de 2025 do Guns pelo Brasil. No repertório estarão clássicos como “Mulher de Fases” e “Eu Quero Ver o Oco” para aquecer o público antes da banda principal.
PARA ALÉM DA MÚSICA
Mais do que um gênero musical, o rock é uma forma de existir. Desde os anos 1950, ele se consolidou como linguagem de rebeldia, contestação e pertencimento. Para milhões de fãs, o rock não é apenas trilha sonora: é filosofia, estética e identidade.
Nos anos 1980, essa ideologia ganhou uma dimensão mágica com o hard rock. Bandas como Guns N’ Roses, Bon Jovi, Mötley Crüe e tantas outras transformaram o palco em um espetáculo de excessos e emoções. Era um estilo que passeava entre o romantismo das baladas, a sensualidade explícita das letras e a energia alegre das festas regadas a gente bonita, bebidas e elementos da contracultura. O hard rock não apenas embalava multidões, mas criava um imaginário coletivo de liberdade e intensidade.
Essa estética — cabelos longos, roupas rasgadas, jaquetas de couro e guitarras em chamas — era mais que moda: era símbolo de uma geração que buscava viver sem limites. Cada show se tornava um ritual de celebração, onde a música era a senha para entrar em um universo paralelo de prazer, rebeldia e pertencimento.
O rock, nesse sentido, é ideologia porque questiona padrões e propõe alternativas. Ele se manifesta na atitude, na estética e até na forma de se relacionar com a sociedade. Para alguns, é resistência contra a homogeneização cultural; para outros, é a busca por autenticidade em tempos de superficialidade.
Hoje, quando o Guns N’ Roses sobe ao palco, não é apenas uma apresentação. É a celebração de uma ideologia que atravessa décadas e continua viva: o rock como forma de ser, pensar e sentir. Uma identidade que nasceu nos riffs distorcidos e se perpetua como estilo de vida.
Por Daniela MANZANI