São Paulo intensifica o foco em habitação social com práticas inovadoras e sustentáveis, alinhado às discussões globais da COP 30. O estado busca otimizar o planejamento e a construção de moradias populares com responsabilidade ambiental.
Projetos de construção industrializada modular offsite se destacam, tendo recebido o Selo de Mérito 2025, importante reconhecimento na área de Habitação de Interesse Social (HIS). Em São Simão, o assentamento Mario Covas recebeu um projeto piloto onde casas foram produzidas fora do canteiro de obras e montadas no local, agilizando o processo, reduzindo resíduos e emissões poluentes. A meta é construir, até 2027, 7,5 mil habitações verticais, 7,5 mil horizontais unifamiliares e 100 mil m² de prédios para uso público.
A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) investe no BIM (Building Information Modeling) para reduzir fluxos, desperdícios, emissões e otimizar as obras. Projetos pilotos em Borborema e Águas de Lindóia já utilizam a tecnologia, com planos de expansão para todas as contratações da CDHU.
Novos empreendimentos habitacionais incorporam equipamentos economizadores de água e energia, além de soluções baseadas na natureza, como jardins de chuva e hortas urbanas. A eficiência energética tem sido um diferencial, com a geração acumulada de energia em unidades habitacionais horizontais alcançando 35.871 MWh desde 2019. A geração mensal de 1.365 MWh proporcionada por sistemas fotovoltaicos instalados em 18,9 mil moradias resultou na redução de 74 tCO2 emitidas na atmosfera, o equivalente à absorção de mais de 9.110 árvores em um ano.
Programas como Viver Melhor e Vida Digna atuam em territórios vulneráveis, combinando requalificação habitacional com obras de drenagem, saneamento e arborização. Na Baixada Santista, o Programa Vida Digna remove famílias de áreas de risco e promove a recuperação socioambiental dos manguezais.
O Programa Moradia Indígena já substituiu 612 moradias precárias por novas unidades em 11 terras indígenas, respeitando os hábitos culturais de cada aldeia. O Programa Moradia Quilombola leva habitação digna às comunidades quilombolas tituladas pelo ITESP.
Iniciativas como o Pomar Urbano, com mais de 5 mil mudas frutíferas plantadas em 50 municípios, envolvem comunidades locais no cuidado com o espaço público e na educação ambiental. O Trabalho Técnico Social também atua em mais de 120 assentamentos, promovendo conscientização ambiental e segurança comunitária.
A integração com o planejamento territorial e a adaptação climática é reforçada pelo Plano de Desenvolvimento Urbano e Habitação (PDUH 2040) e pelo programa Bairro Paulista Cidades Sustentáveis, que orientam os municípios na elaboração de projetos com soluções verdes e infraestrutura resiliente. O programa Bairro Paulista já recuperou áreas degradadas com espaços de esporte, lazer e áreas verdes, e ultrapassou 700 pleitos de cidades de todas as regiões do Estado.
O PDUH 2040 busca alinhar políticas urbanas e habitacionais em todo o Estado, orientando investimentos em urbanismo, habitação social, infraestrutura, mobilidade, meio ambiente e mudanças climáticas.
Fonte: www.agenciasp.sp.gov.br