O Santos saiu no lucro no empate contra o Corinthians em 1 a 1, no último domingo, na Vila Belmiro, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro. O Peixe terminou o jogo com dois jogadores a menos e sofrendo pressão do rival, dando a sensação de alívio pelo ponto conquistado no clássico.
A ideia era ter uma vantagem no meio de campo, pressionar e recuperar a bola ou forçar o erro do adversário. Depois, teria em Rony e Barreal jogadores para dar profundidade pelos lados do campo, além de Neymar e Gabigol para poderem definir próximos da área.
Entretanto, velhos problemas voltaram a assombrar o Peixe. A recomposição defensiva seguiu falha, e o erro forçado do Corinthians não ocorria. O rival apelou para a bola longa, em contra-ataques, muitas vezes contra um sistema defensivo do Peixe totalmente desorganizado.

O gol corintiano foi reflexo disso. Um erro de Barreal no ataque e, em poucos passes, Memphis Depay ficou na cara do gol para finalizar e abrir o placar. O Santos demonstrou poder de reação graças a um presente do zagueiro Gabriel Paulista, que Gabigol aproveitou e empatou. Um gol importante para evitar uma pressão maior do estádio.
Além da recomposição defensiva lenta e desorganizada, o Santos é um time pouco combativo e que permite que o adversário toque a bola sem muitos problemas. Já havia sido assim contra o Mirassol e foi novamente contra o Corinthians. Os rivais não enfrentam dificuldades para, em três ou quatro passes rápidos, clarear a jogada e chegar próximo da meta de Gabriel Brazão.
O segundo tempo foi de um Santos mais do mesmo. Um time que pouco agride o adversário e que deixa o jogo arrastado. Nessa hora, outro velho fantasma: a falta de capacidade de criação.
O Peixe não consegue construir jogadas da mesma forma que os adversários fazem contra o Peixe. Sem conseguir ter esse dinamismo ofensivo, acaba ficando refém da genialidade de Neymar. E, quando o craque não está inspirado, nada flui.
O camisa 10 errou demais. Praticamente metade dos passes em campo foram incompletos. Além disso, os problemas em tomadas de decisão, as tentativas de carregar a bola além da capacidade dele atual e chances de levar perigo ao gol rival sendo desperdiçadas posse após posse de bola.
O camisa 10 tinha no clássico a chance para convencer a comissão técnica da seleção brasileira para ser convocado para os amistosos da Data Fifa. Mas, se depender apenas do que apresentou em campo na Vila Belmiro, não será chamado por Carlo Ancelotti.
No mais, Luan Peres, que vinha sendo o melhor zagueiro do time, cometeu duas falhas graves, praticamente seguidas, e foi expulso. O jovem Vini Lira se lesionou e piorou ainda mais a situação do Peixe em campo.
O desempenho no primeiro tempo poderia aliviar um pouco a pressão sobre Vojvoda. Porém, o segundo tempo decepcionou. Entretanto, existe a possibilidade da avaliação ser “amenizada” pela expulsão e a perda de Vini Lira, que dificultaram qualquer chance do Santos reagir.
O próximo desafio do Santos será contra o Inter, na quarta-feira, novamente na Vila Belmiro, pela sétima rodada do Brasileirão. E, novamente, Vojvoda entrará em campo com a necessidade de apresentar uma resposta para evitar uma instabilidade maior no trabalho.
Fonte: GE