A mãe da menina que passou os primeiros sete anos de vida internada em um hospital de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, diz que a adaptação da filha foi rápida ao ir para a casa da família pela primeira vez.
Maria Clara Moreira de Oliveira pôde encontrar as irmãs após receber alta do Hospital da Criança e Maternidade (HCM) no dia 2 de junho.

A criança nasceu no ano de 2019 com uma malformação no intestino, que é conhecida como atresia intestinal. Devido à condição rara, precisou de um tratamento contínuo nas dependências da instituição de saúde, a qual havia se tornado sua casa desde o dia do nascimento.

Conforme a família, Maria Clara saía esporadicamente para passeios com a mãe, como, por exemplo, visitas ao shopping, mas sempre supervisionada por uma equipe médica. Com a estabilização do quadro de saúde, pôde ir para a casa dos parentes.
Segundo a mãe, Angélica Priscila de Oliveira, a criança foi recebida de forma calorosa pelos outros moradores do imóvel.

“Ela chegou em casa, e a gente fez umas bexiguinhas, fez um bolinho para ela. Foi uma coisa simples, mas com muito amor e carinho. O hospital é maravilhoso, cuidou da minha filha durante esses sete anos”, contou a mãe ao G1.
Vida nova
Agora, a rotina da pequena Maria Clara é totalmente diferente e cheia de novidades. Em meio às descobertas, a mãe relata que a menina já está super adaptada ao novo lar.
Como fica o tratamento
A médica gastroenterologista pediátrica do HCM, Mariana Napolitano, contou à reportagem que Maria Clara apresentou melhora no quadro de saúde após ir para casa pela primeira vez. A partir de agora, a paciente permanece em acompanhamento semanal na instituição de saúde.
“Ela teve atresia intestinal. Por conta disso, na hora de formar o intestino dentro da barriga, ele não se desenvolveu da forma correta e não conseguia funcionar corretamente. Como o intestino não funcionava, ela passou por diversas cirurgias, e a gente precisou nutri-la, dando a comida de forma artificial e através da veia. Conforme ela foi crescendo, o intestino foi se adaptando, e a gente conseguiu tirar a nutrição parenteral”, explicou a médica.
Nesta terça-feira (9), a criança passou pela primeira avaliação médica após receber alta do hospital. Mariana ficou feliz ao rever a paciente.
Fonte: G1 Rio Preto