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De João Paulo II a Francisco: relembre os problemas de saúde dos últimos papas

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papa francisco Marco BERTORELLO / AFP

O recente anúncio de que o papa Leão XIV será submetido a uma cirurgia para retirar um nódulo no pulmão reacendeu as discussões sobre a saúde dos líderes da Igreja Católica. Aos 71 anos, o pontífice revelou que a alteração foi detectada em estágio inicial e que seguirá as recomendações médicas para o procedimento, previsto para os próximos dias. Esta situação traz à tona um histórico de desafios médicos enfrentados pelos papas anteriores, destacando as fragilidades que marcam o papado.

Desafios de saúde ao longo dos pontificados

Os problemas de saúde não são novidade no Vaticano. O papa Francisco, que liderou a Igreja Católica entre 2013 e 2025, enfrentou uma série de complicações médicas ao longo de seu pontificado. Em 2021, uma cirurgia no cólon exigiu que ele permanecesse internado por dez dias no Hospital Gemelli, em Roma. As dificuldades físicas aumentaram em 2022, quando passou a usar cadeira de rodas e bengala devido a dores no joelho direito, associadas a um quadro de artrose.

O ano de 2023 trouxe novos desafios para Francisco, que foi hospitalizado para tratar uma infecção respiratória. Em junho do mesmo ano, uma cirurgia abdominal tornou-se necessária para corrigir uma hérnia. No entanto, o quadro mais crítico ocorreu em 2025, quando o pontífice sofreu uma pneumonia bilateral, permanecendo 38 dias hospitalizado. A condição agravou-se, levando à sua morte em abril do mesmo ano, com um acidente vascular cerebral sendo a causa final.

Bento XVI: renúncia e saúde debilitada

O papa Bento XVI, que esteve à frente da Igreja entre 2005 e 2013, também enfrentou problemas de saúde, embora de forma menos dramática que seu sucessor. Joseph Ratzinger lidava com limitações físicas decorrentes da idade e utilizava um marca-passo, que teve as baterias substituídas em 2012. Sua decisão de renunciar em 2013 foi atribuída à diminuição de suas forças físicas e mentais, tornando-se o primeiro papa a deixar o cargo voluntariamente em quase 600 anos.

Após sua renúncia, Bento XVI viveu no Mosteiro Mater Ecclesiae, no Vaticano, onde recebeu cuidados médicos. Em seus últimos anos, a fragilidade associada à idade avançou, culminando em sua morte em dezembro de 2022, aos 95 anos.

João Paulo II: uma trajetória marcada por doenças e superação

O pontificado de João Paulo II, de 1978 a 2005, foi profundamente impactado por questões de saúde. Desde o início, o papa polonês enfrentou desafios, sobretudo após o atentado de 1981, quando foi atingido por disparos na Praça de São Pedro. A recuperação exigiu uma cirurgia de emergência e marcou o início de uma série de complicações médicas.

Durante os anos 1990, João Paulo II passou por várias cirurgias, incluindo a retirada de um tumor benigno do intestino e operações decorrentes de acidentes, como a fratura do fêmur em 1994. Além disso, ele conviveu com a doença de Parkinson, que afetou sua mobilidade e fala de maneira progressiva. Esses problemas de saúde tornaram-se evidentes durante cerimônias públicas e viagens, mas não impediram que ele continuasse a desempenhar suas funções até sua morte em 2005.

A saúde dos papas não é apenas uma questão de interesse pessoal, mas também um tema de relevância global, dada a influência do Vaticano na política internacional e nos assuntos religiosos. A forma como cada pontífice lidou com seus desafios médicos reflete não apenas suas personalidades, mas também a maneira como o papado se adapta às pressões do mundo moderno. Continuem acompanhando o RP News para mais informações sobre a Igreja Católica e outros temas relevantes, sempre com compromisso com a qualidade e a profundidade jornalística.

Fonte: https://jovempan.com.br

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