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Cidades

Polícia investiga professora por suspeita de crime eleitoral e racismo após falas sobre ‘pezinho na senzala’ e fascismo em aula

Em Potirendaba, interior de São Paulo, uma professora da rede municipal se tornou alvo de investigação da Polícia Civil após realizar comentários polêmicos durante uma aula. A docente…

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Polícia investiga professora por suspeita de crime eleitoral e racismo após falas sobre ‘pezinho na senzala’ e fascismo em aula
G1

Em Potirendaba, interior de São Paulo, uma professora da rede municipal se tornou alvo de investigação da Polícia Civil após realizar comentários polêmicos durante uma aula. A docente é suspeita de ter cometido crimes de racismo e de natureza eleitoral, após alegações de que suas falas poderiam incitar ódio e preconceito. O caso gerou grande repercussão na cidade, levando ao seu afastamento temporário das funções.

O contexto da investigação

A investigação foi instaurada pela Delegacia Seccional de São José do Rio Preto. A situação ganhou visibilidade a partir de uma gravação feita em 8 de outubro, por uma câmera de segurança instalada na escola. As imagens mostram a professora, cuja identidade não foi revelada, discutindo com alunos de 11 anos sobre o cenário político brasileiro, mencionando figuras históricas como Benito Mussolini e Adolf Hitler, além de fazer referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Falas controversas e suas implicações

Durante a aula, a professora teria afirmado que o país corria o risco de adotar um regime fascista, caso um dos candidatos presidenciais fosse eleito. Em resposta a perguntas dos alunos sobre fascismo, ela fez comparações com a extrema direita e mencionou a expressão ‘Deus, pátria e família’. A situação ficou mais tensa quando a professora relacionou a situação política com a sobrevivência de alunos de diferentes origens étnicas, usando a expressão ‘pezinho na senzala’ para se referir a um estudante, provocando acusações de racismo.

Repercussão social e administrativa

O caso veio à tona quando uma mãe relatou à prefeitura que sua filha retornou da escola chorando e assustada. A denúncia foi amplamente divulgada pela prefeita de Potirendaba, Gislaine Franzotti, nas redes sociais, o que intensificou as discussões sobre a conduta da professora. Em resposta, a administração municipal adotou medidas administrativas para investigar a situação e anunciou o afastamento imediato da docente, reafirmando seu compromisso em proporcionar um ambiente escolar seguro e respeitoso.

Desdobramentos e reflexões

O afastamento da professora abre espaço para uma reflexão mais ampla sobre o papel dos educadores na formação de jovens cidadãos e a responsabilidade de abordar temas políticos e sociais de maneira que não perpetue preconceitos ou divisões. O caso também ressalta a importância de se discutir o racismo e suas manifestações explícitas ou sutis, especialmente em ambientes educacionais. A investigação ainda está em andamento e poderá trazer novos desdobramentos legais.

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Fonte: https://g1.globo.com

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