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Deputado reeleito do RJ volta à mira da PF por contratos de R$ 200 milhões

O cenário político do Rio de Janeiro voltou a ser sacudido por desdobramentos de investigações federais. O deputado federal reeleito Marcelo Queiroz tornou-se alvo da segunda fase da…

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Deputado reeleito do RJ volta à mira da PF por contratos de R$ 200 milhões
Gazeta do Povo

O cenário político do Rio de Janeiro voltou a ser sacudido por desdobramentos de investigações federais. O deputado federal reeleito Marcelo Queiroz tornou-se alvo da segunda fase da Operação Castratio, deflagrada pela Polícia Federal. A nova etapa da investigação aprofunda a apuração sobre um esquema robusto de fraude em licitações voltadas para serviços públicos, somando montantes que ultrapassam a casa dos R$ 200 milhões em contratos firmados com o poder público.

A ofensiva policial coloca sob escrutínio acordos milionários que tinham, teoricamente, uma finalidade social e de saúde pública muito clara: a execução de programas de controle populacional de animais, especificamente por meio de mutirões de castração. No entanto, o que deveria ser uma política de bem-estar animal e saúde coletiva passou a ser investigado como um possível canal de desvio de recursos públicos e direcionamento criminoso de verbas federais e municipais.

O alcance da Operação Castratio e os indícios levantados

Deflagrada com o objetivo de desarticular um suposto grupo criminoso especializado em fraudar certames licitatórios, a Operação Castratio mapeou uma rede complexa de empresas de fachada, contratos superfaturados e subcontratações irregulares. Segundo os investigadores da Polícia Federal, o esquema operava mediante a cooptação de agentes públicos e a criação de barreiras artificiais para afastar concorrentes legítimos das licitações.

Os contratos investigados, que acumulam aproximadamente R$ 200 milhões, chamaram a atenção dos órgãos de controle devido à disparidade entre os valores empregados e a efetiva prestação dos serviços nas ruas. Órgãos de fiscalização apontam que diversas prefeituras e órgãos estaduais firmaram parcerias sem a devida contrapartida técnica, levantando suspeitas de que parte expressiva do dinheiro público foi apropriada por intermediários e agentes políticos influentes.

Repercussão política e o impacto no mandato

A inclusão de um parlamentar federal no centro das investigações gera forte repercussão em Brasília e no Rio de Janeiro. Para a classe política, o caso reacende o debate sobre a necessidade de maior rigor na fiscalização de emendas parlamentares e na execução de contratos públicos firmados por entes municipais com verbas federais. Até o momento, a defesa do deputado nega todas as irregularidades, afirmando que os atos de mandato seguiram estritamente a legalidade e que os esclarecimentos serão prestados no curso do inquérito.

Nas redes sociais, o caso mobilizou tanto defensores da causa animal quanto críticos da gestão pública. O argumento central dos críticos é que desvios em áreas sensíveis como a saúde e o bem-estar animal comprometem diretamente políticas públicas essenciais, penalizando a população mais vulnerável e deixando cidades sem a assistência necessária para o controle de zoonoses.

Próximos passos da investigação federal

Com o avanço da segunda fase da operação, a Polícia Federal analisa o material apreendido em endereços ligados aos investigados, incluindo computadores, documentos contábeis e registros de comunicação. O objetivo é mapear o caminho do dinheiro e identificar eventuais ramificações do esquema em outras secretarias e municípios fluminenses. O inquérito deverá ser remetido ao Supremo Tribunal Federal ou à instância competente devido ao foro privilegiado do parlamentar, onde o Ministério Público decidirá sobre o oferecimento de denúncia formal.

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Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br

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