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Economia

Acordo Mercosul-UE eleva exportações brasileiras em 21%

O balanço dos primeiros meses de vigência do tratado comercial entre o Mercosul e a União Europeia aponta um cenário de expansão para a economia brasileira. Entre os…

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Acordo Mercosul-UE eleva exportações brasileiras em 21%
© União Europeia/Mercosul

O balanço dos primeiros meses de vigência do tratado comercial entre o Mercosul e a União Europeia aponta um cenário de expansão para a economia brasileira. Entre os meses de maio e setembro, período que marca a aplicação provisória das novas regras, as exportações nacionais de produtos beneficiados pela redução ou eliminação de tarifas registraram um crescimento de 21%, em comparação com o mesmo intervalo do ano anterior.

Os dados oficiais, divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), evidenciam que a facilitação no acesso ao mercado europeu injetou novo ânimo em diferentes cadeias produtivas do país. A medida coroa um processo histórico de negociações iniciado em 1999 e que, após mais de duas décadas de impasses, encontrou um desdobramento prático com a assinatura dos instrumentos em janeiro e o início da vigência comercial em 1º de maio.

Diversificação e saltos expressivos no agro e na indústria

O impacto positivo do tratado não se restringe aos tradicionais commodities agrícolas, alcançando também segmentos industriais variados. No topo da lista de maiores avanços percentuais aparecem os abacates frescos, que dispararam 421%. Na sequência, o mel e o óleo de milho acumularam altas expressivas de 367% e 266%, respectivamente, consolidando a preferência europeia por itens do agronegócio sustentável brasileiro.

O setor industrial também encontrou espaço para ampliar sua presença no exterior. O ferrossilício-manganês avançou 173%, enquanto o alumínio em bruto cresceu 107% e os óleos combustíveis subiram 102%. Outros produtos como o etanol (95,2%), o óleo essencial de laranja (75,8%) e as maçãs frescas (29%) também acompanharam a tendência de alta.

Novas frentes e abertura de mercados inéditos

Um dos indicativos mais claros da reconfiguração comercial proporcionada pelo acordo foi o desempenho do setor de equipamentos elétricos. Fabricantes de transformadores elétricos, que sequer registravam vendas para o bloco europeu no mesmo período do ano passado, movimentaram cerca de US$ 39 milhões entre maio e setembro, ilustrando como a queda de barreiras tarifárias viabiliza a entrada de produtos de maior valor agregado.

Para que empresas de todos os portes possam aproveitar essas oportunidades, o governo federal tem disponibilizado suporte técnico especializado. Por meio do Portal Siscomex, exportadores encontram manuais detalhados sobre regras de origem, desgravação tarifária e indicações geográficas, ferramentas fundamentais para garantir a conformidade exigida pelas rigorosas normas regulatórias do mercado europeu.

Um bloco de 720 milhões de consumidores

A importância estratégica do entendimento entre os dois blocos reside na magnitude de sua integração econômica. Juntos, Mercosul e União Europeia conectam um mercado de aproximadamente 720 milhões de pessoas, sustentando um Produto Interno Bruto (PIB) combinado superior a US$ 22 trilhões. A União Europeia historicamente figura entre os principais parceiros comerciais do Brasil, e a consolidação do tratado reforça o objetivo de diversificar a pauta de exportações, reduzir vulnerabilidades externas e projetar a indústria e o campo nacionais em patamares mais competitivos no cenário global.

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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br