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Pai de Vorcaro pede prisão domiciliar com laudo para risco de complicação intestinal

A defesa do empresário Henrique Moura Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, movimentou novamente os bastidores jurídicos nesta segunda-feira, 2, ao apresentar ao Supremo Tribunal Federal (STF) um…

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Pai de Vorcaro pede prisão domiciliar com laudo para risco de complicação intestinal
Pai de Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro Reprodução / Redes Sociais

A defesa do empresário Henrique Moura Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, movimentou novamente os bastidores jurídicos nesta segunda-feira, 2, ao apresentar ao Supremo Tribunal Federal (STF) um relatório médico inédito. O documento busca fundamentar com maior urgência o pedido de prisão domiciliar, destacando um quadro clínico delicado que inclui histórico de crises severas de diverticulite e risco iminente de complicações intestinais graves.

Detido preventivamente desde o mês de maio no âmbito das investigações conduzidas pela Polícia Federal, o empresário de quase 65 anos também lida com comorbidades nas esferas cardiovascular e neurológica. No documento protocolado junto ao gabinete do ministro Edson Fachin, os advogados apontam que as demandas por revisões humanitárias da custódia se arrastam sem uma apreciação conclusiva por parte da Justiça, gerando um impasse sobre a adequação do ambiente carcerário para o tratamento de saúde.

Laudo aponta histórico de internações e indicação cirúrgica

O relatório que embasa a nova investida jurídica foi redigido pelo coloproctologista Marcos Henrique Rocha Campos, profissional que acompanhou o histórico clínico do paciente entre 2005 e 2023. De acordo com o especialista, o empresário acumulou episódios recorrentes de diverticulite aguda — quadro que chegou a se manifestar mais de duas vezes ao ano em determinados períodos da vida de Henrique Vorcaro, exigindo internações hospitalares e terapias medicamentosas complexas.

O documento médico detalha que algumas dessas crises apresentaram resistência aos tratamentos convencionais, provocando dores abdominais persistentes. O cenário levou, no passado, à indicação de uma colectomia laparoscópica, procedimento cirúrgico voltado para a remoção parcial do intestino grosso, intervenção que acabou não sendo executada antes de sua detenção.

O risco de perfuração intestinal e a superlotação de demandas médicas

Diante da manutenção do regime fechado, o especialista alertou formalmente para o perigo de uma perfuração intestinal, apontada como uma das consequências mais severas associadas à evolução desfavorável da diverticulite. Segundo o médico, a condição clínica requer diagnóstico imediato e suporte cirúrgico de urgência, cenários que dificilmente encontram retaguarda ideal no cotidiano do sistema penitenciário.

A defesa sustenta que, desde o encarceramento, o quadro de saúde do investigado sofreu deterioração progressiva. Registros de atendimento de urgência apontam episódios de amnésia ainda no primeiro semestre, além de picos hipertensivos, crises álgicas associadas à diverticulite e dificuldades operacionais para a administração regular de fármacos essenciais para sua sobrevivência.

Contestação da prisão preventiva e desdobramentos da Operação Compliance Zero

Além dos argumentos de cunho humanitário, os advogados de Henrique Vorcaro voltam a questionar a validade jurídica da própria prisão preventiva, decretada originalmente pelo ministro André Mendonça durante a deflagração da Operação Compliance Zero. A investigação federal apura supostas irregularidades financeiras e societárias conectadas ao Banco Master, instituição anteriormente liderada por Daniel Vorcaro.

Na petição, a defesa argumenta que a medida cautelar extrema apoia-se em leituras isoladas e descontextualizadas de mensagens de texto relativas a transações imobiliárias. Os representantes legais negam veementemente qualquer tentativa de coerção de testemunhas ou obstrução da justiça, enfatizando que o arcabouço probatório apresentado aos autos descaracteriza os requisitos necessários para a manutenção da prisão preventiva.

Enquanto o Supremo Tribunal Federal avalia o novo relatório e o recurso pendente protocolado em julho, o caso reabre o debate jurídico sobre os limites da custódia cautelar para investigados que apresentam condições de saúde debilitadas. A expectativa da defesa é de que a gravidade do laudo coloproctológico sensibilize a Suprema Corte a conceder a prisão domiciliar.

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Fonte: https://jovempan.com.br

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