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Saúde

Anvisa aprova primeiro medicamento de GLP-1 oral para obesidade

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu o registro para a comercialização do Wegovy (semaglutida) em formato de administração oral. Até então, o tratamento farmacológico baseado nessa…

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Anvisa aprova primeiro medicamento de GLP-1 oral para obesidade
© silukstockimages/Adobestock

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu o registro para a comercialização do Wegovy (semaglutida) em formato de administração oral. Até então, o tratamento farmacológico baseado nessa tecnologia inovadora estava restrito no país ao formato de solução injetável de aplicação subcutânea, exigindo rotinas específicas de manuseio por parte dos pacientes.

A nova apresentação do fármaco funciona por meio de comprimidos de uso diário. O protocolo terapêutico estabelece um escalonamento progressivo de dosagem, que se inicia com 1,5 miligrama (mg) e evolui gradativamente para 4 mg e 9 mg, até alcançar a dose diária de manutenção recomendada, fixada em 25 mg. Para garantir a eficácia do princípio ativo, a administração deve ocorrer obrigatoriamente em jejum, acompanhada por uma quantidade reduzida de água, exigindo um intervalo mínimo de trinta minutos antes da ingestão de alimentos, líquidos ou quaisquer outros remédios.

Flexibilidade clínica e eficácia comprovada

O produto é formalmente indicado para o tratamento auxiliar da obesidade e do sobrepeso associado a comorbidades em adultos, atuando sempre como um complemento a uma dieta equilibrada e à prática regular de atividade física. Trata-se do primeiro agonista do receptor de GLP-1 em formato oral aprovado pelas autoridades sanitárias brasileiras, marco que amplia o arsenal médico voltado ao manejo de distúrbios metabólicos.

De acordo com parecer técnico da Anvisa, a substância atua diretamente na regulação do apetite e da ingestão alimentar. Esse mecanismo promove uma redução consistente do peso corporal e gera melhorias expressivas em parâmetros metabólicos fundamentais. A agência destaca que a chegada da versão em comprimidos confere maior flexibilidade terapêutica, permitindo inclusive a transição segura entre as vias oral e subcutânea conforme a avaliação médica e a necessidade individual do paciente.

Resultados clínicos e impacto na saúde pública

O aval regulatório fundamentou-se nos dados robustos do estudo clínico de fase 3 conhecido como OASIS 4. A pesquisa acompanhou pacientes adultos com obesidade ou sobrepeso com comorbidades ao longo de 64 semanas de tratamento com a dose de 25 mg. Os resultados demonstraram que o grupo submetido à terapia alcançou uma perda média de peso superior a 13%, superando com ampla margem o desempenho do grupo placebo e evidenciando avanços expressivos em marcadores de saúde cardiometabólica.

Especialistas reforçam que a obesidade deve ser tratada como uma doença crônica, progressiva e multifatorial, diretamente relacionada ao desenvolvimento de condições graves como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, disfunções lipídicas, doenças cardiovasculares e apneia do sono. A ampliação das opções farmacológicas representa um avanço importante no enfrentamento dessa epidemia global de saúde pública.

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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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