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GLOBAL TOPO – 03
Saúde

SUS e Einstein desenvolvem IA para identificação de doenças de pele

O Ministério da Saúde e o Hospital Israelita Albert Einstein uniram forças em um projeto inovador que promete transformar a realidade da saúde pública no Brasil. Trata-se do…

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SUS e Einstein desenvolvem IA para identificação de doenças de pele
© Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

O Ministério da Saúde e o Hospital Israelita Albert Einstein uniram forças em um projeto inovador que promete transformar a realidade da saúde pública no Brasil. Trata-se do CUTIS-AI, um sistema baseado em inteligência artificial projetado para auxiliar médicos e enfermeiros da rede básica na triagem e no diagnóstico de doenças de pele complexas e negligenciadas. A tecnologia surge como uma ferramenta estratégica para vencer barreiras geográficas e estruturais históricas do Sistema Único de Saúde.

Como funciona o sistema de inteligência artificial

A ferramenta foi desenhada a partir da combinação de fotografias de lesões cutâneas com dados clínicos, epidemiológicos e sociodemográficos que retratam fielmente o perfil da população brasileira. Atualmente em fase avançada de estudos, o aplicativo que viabiliza o uso da tecnologia já demonstra uma taxa de acerto em torno de 80% nos testes práticos realizados até o momento.

Um dos grandes diferenciais logísticos do projeto é a sua capacidade de funcionamento offline. O aplicativo pode ser operado por profissionais mesmo em regiões remotas do país onde não há conexão com a internet, garantindo que comunidades isoladas também possam se beneficiar da inovação diagnóstica.

Doenças negligenciadas e o impacto na atenção básica

O foco principal da ferramenta são patologias que muitas vezes representam um desafio diagnóstico significativo para clínicos gerais e equipes de atenção primária, sobretudo em áreas com escassez de médicos dermatologistas. Entre as enfermidades mapeadas pelo sistema estão a esporotricose, a leishmaniose cutânea, a hanseníase, além de condições mais raras como cromoblastomicose, lobomicose e tuberculose cutânea. O sistema também é capaz de auxiliar na identificação de lesões decorrentes de acidentes loxoscélicos, causados pela picada da aranha marrom.

Especialistas enfatizam que a inteligência artificial não tem o objetivo de substituir o julgamento clínico humano. Pelo contrário, funciona como um suporte rápido e confiável para orientar a conduta médica, agilizar encaminhamentos e iniciar tratamentos precoces, o que é determinante para evitar complicações graves e sequelas irreversíveis nos pacientes.

A importância de uma base de dados nacional

A eficácia de qualquer modelo computacional voltado à medicina depende diretamente da representatividade dos dados utilizados em seu treinamento. Até o momento, a pesquisa já catalogou mais de 4 mil imagens de lesões obtidas a partir de cerca de 1,4 mil pacientes atendidos pelo sistema.

Essa diversidade é fundamental para contemplar os diferentes fototipos de pele, contextos socioeconômicos e especificidades regionais presentes no Brasil. Ferramentas importadas de outros países frequentemente falham ao ser aplicadas na população brasileira devido à falta de diversidade genética e fenotípica nas bases de dados originais, uma lacuna que o CUTIS-AI busca preencher de forma definitiva.

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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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