A cena musical do interior paulista ganha fôlego e visibilidade neste sábado (7) com a realização de mais uma edição do Amaê Festival, em São José do Rio Preto. O evento, que se consolidou no calendário cultural da região noroeste do estado, reúne 23 atrações distribuídas ao longo de 12 horas de programação ininterrupta. Mais do que atrair grandes nomes do cenário nacional, o festival cumpre um papel fundamental de valorização ao abrir espaço para talentos locais dividirem a mesma estrutura com ícones da música contemporânea brasileira.
Com uma proposta plural que cruza vertentes como rap, trap, funk, pop e música eletrônica, o festival movimenta a economia criativa local e atrai público de diversas cidades vizinhas. Para os artistas da região, estar no mesmo line-up de atrações consagradas representa não apenas a realização de um sonho pessoal, mas uma vitrine estratégica para impulsionar suas carreiras em um mercado cada vez mais competitivo.
Valorização da cena local e diversidade de palcos
A dinâmica do evento foi estruturada para integrar diferentes públicos e estéticas sonoras por meio de dois espaços principais: o palco Oca, dedicado às vertentes da música urbana, e o palco Eco, focado na força da música eletrônica. Nos momentos iniciais de cada setor, a responsabilidade de aquecer o público recai sobre artistas da casa, que trazem na bagagem anos de dedicação à cultura independente de Rio Preto.
No palco Eco, a estreia do DJ Einstein (Einstein Ferreira Gondim) marca duas décadas de trajetória dedicadas aos toca-discos. Com 40 anos de vida e uma pesquisa musical minuciosa, ele preparou um repertório focado em groove e melodias para cativar os primeiros visitantes do dia.
“Eu analisei o tipo de público e o que os outros DJs vão tocar. Cada música está sendo escolhida a dedo. No Amaê, vou começar aquecendo a galera com bastante groove e melodias. Vai ser um prazer fazer parte disso e ainda mais abrindo para DJs de renome nacional e mundial”, pontua o artista sobre a expectativa para o evento.
Experiência e novas referências no palco Oca
Enquanto isso, na abertura do palco Oca, a dupla veterana formada por DJ Bocka e DJ Kayque assume o comando pela terceira vez consecutiva. William Jefferson Davis, o DJ Bocka, radicado em Rio Preto desde 1992 após deixar a capital paulista, reforça o sentimento de gratidão por ver o festival crescer e consolidar sua importância regional.
Ao lado dele, Kayque Gambirasi da Silva, de 32 anos, carrega as fortes influências da cultura hip-hop que moldaram sua formação artística na cidade. Para ele, a troca de experiências com os grandes nomes que encabeçam o festival é o principal combustível para o desenvolvimento profissional dos músicos locais.
“É super importante para a gente dividir o palco com grandes nomes da música nacional; sempre aprendo muito. Espero que cada vez mais artistas da nossa cena local tenham essa oportunidade”, destaca Kayque.
Peso pesado da música nacional e estrutura do evento
Desde a sua concepção em 2023, o festival tem mantido a tradição de trazer artistas que ditam os rumos da cultura pop e urbana no país. Nesta edição, o line-up principal conta com o trapper Matuê — que acumula bilhões de reproduções nas plataformas de streaming —, a cantora mineira Marina Sena, dona de sucessos como ‘Por Supuesto’ e com turnê internacional agendada, e o rapper Baco Exu do Blues.
Historicamente, o evento também já recebeu nomes de peso como Armandinho, CPM 22, Marcelo D2 e Marcelo Falcão, ajudando a colocar São José do Rio Preto de vez na rota dos grandes festivais itinerantes do país. Toda essa estrutura está montada no tradicional Recinto de Exposições Alberto Bertelli, oferecendo setores diversificados que vão desde a pista tradicional até áreas com open bar e open food.
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Fonte: https://g1.globo.com







