A seis dias da comemoração do Dia Nacional de Prevenção às Arritmias Cardíacas e Morte Súbita, o IMC – Instituto de Moléstias Cardiovasculares e o GETAC (Grupo de Eletrofisiologia e Tratamento de Arritmias Cardíacas) realizam o 2º Simpósio GETAC de Arritmias Cardíacas, nesta sexta-feira e sábado (6 e 7 de novembro), no anfiteatro do IMC, em Rio Preto.
Direcionado a cardiologistas, o encontro reúne cerca de 100 médicos e tem como objetivo estreitar o trabalho conjunto entre cardiologistas clínicos e eletrofisiologistas no tratamento dos distúrbios do ritmo cardíaco.
A iniciativa chama atenção para um problema de saúde pública. Cerca de 20 milhões de brasileiros convivem com algum tipo de arritmia cardíaca, e a condição está associada a aproximadamente 320 mil mortes súbitas por ano no país. O perigo é silencioso: muitas arritmias não apresentam sintomas visíveis até que provoquem um evento grave, como uma parada cardíaca ou um Acidente Vascular Cerebral (AVC).
O IMC é um dos grandes centros de referência no tratamento das arritmias no Brasil, e a equipe do GETAC reúne especialistas de formação reconhecida. Em Rio Preto atua uma das maiores referências nacionais na área, o cardiologista e eletrofisiologista Adalberto Menezes Lorga Filho, presidente do Conselho Consultivo da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC), coordenador do GETAC e responsável pelos setores de Arritmia e Eletrofisiologia do IMC.
Ao lado de Dr. Adalberto Lorga Filho, integram a equipe os cardiologistas e eletrofisiologistas Eduardo Palmegiani, Thiago Baccili Cury Megid, ex-presidente e ex-diretor científico da Regional de Rio Pereto da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), e Vinícius Padovese.
A programação é dividida em três módulos, cada um com aulas e discussão de caso clínico. O primeiro, na noite de sexta-feira, tratou da estratificação de risco das arritmias ventriculares, com abordagem da avaliação clínica do paciente no consultório, do papel da ressonância magnética cardíaca na investigação das cardiomiopatias e de quando utilizar o perfil genético.
Na manhã de sábado, o evento começou com uma gincana de ECG, sessão interativa de discussão de eletrocardiogramas, seguida do módulo sobre novos rumos no tratamento da fibrilação atrial, que aborda a fibrilação atrial subclínica e a anticoagulação, a otimização dos resultados da ablação e a indicação da oclusão do apêndice atrial esquerdo.
O último módulo é dedicado à atualização dos dispositivos cardíacos eletrônicos, com debates sobre estimulação cardíaca fisiológica, CDI subcutâneo e marcapasso sem eletrodos, o chamado leadless. O simpósio termina com almoço de encerramento.
Além da equipe do GETAC, participam como convidados especialistas de instituições de referência, entre eles Bruno Moreira, do InCor-SP; Elerson Arfelli, da USP de Ribeirão Preto; Márcio Augusto Silva, da UFES, em Vitória; Carlos Eduardo Duarte, da Beneficência Portuguesa de São Paulo; Giovanna Lesse, do InCor de Rio Preto; e Thalita Carnevalli e Rodrigo Lemos de A. Castro, do Hospital de Base de Rio Preto, além da médica Gabriele Trevellin.
Fonte: Assessoria de Imprensa