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Ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, deixa prisão domiciliar e é levado a quartel militar

O cenário político paraguaio sofreu mais uma reviravolta drástica na noite de sexta-feira (06), quando o ex-presidente Santiago Peña foi transferido de sua residência, onde cumpria prisão domiciliar,…

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Ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, deixa prisão domiciliar e é levado a quartel militar
Presidente do Paraguai, Santiago Peña Federico PARRA / AFP

O cenário político paraguaio sofreu mais uma reviravolta drástica na noite de sexta-feira (06), quando o ex-presidente Santiago Peña foi transferido de sua residência, onde cumpria prisão domiciliar, para uma unidade militar em Assunção. A medida ocorreu poucas horas após o Congresso aprovar sua destituição do cargo em um processo relâmpago de impeachment, desencadeado por uma grave crise institucional e financeira que atinge o país.

A remoção de Peña de sua casa foi motivada por questões de segurança pública. Nos arredores do imóvel, dezenas de manifestantes se aglomeraram para protestar contra o ex-mandatário, exigindo sua transferência imediata para um estabelecimento prisional comum. A tensão no local escalou rapidamente, resultando em confrontos diretos com a polícia e momentos de hostilidade explícita, com a comitiva oficial sendo alvo de xingamentos e arremesso de ovos pela população revoltada.

Destino é quartel de elite e não uma prisão comum

De acordo com informações veiculadas pela imprensa paraguaia, o destino de Peña foi o Regimiento Escolta Presidencial (REP), um quartel militar localizado na capital que abriga uma unidade de elite das Forças Armadas. Historicamente, essa instalação é destinada à segurança do chefe de Estado em exercício, de seus familiares e de autoridades estrangeiras em visitas oficiais ao país. Especialistas jurídicos ressaltam que o local não possui características de um presídio convencional.

A queda de Santiago Peña consolida o ápice de uma crise institucional sem precedentes recentes no Paraguai. O estopim para a instabilidade foi o escândalo financeiro envolvendo o banco Ueno, cuja quebra abrupta provocou forte impacto na economia nacional e corroeu a confiança da sociedade nas instituições públicas. O rombo e as suspeitas de irregularidades geraram um efeito dominó, culminando na renúncia coletiva de altos cargos, incluindo o presidente do Banco Central.

Transição de poder e desdobramentos políticos

Com a vacância na chefia do Executivo gerada pela destituição, a linha sucessória constitucional foi acionada imediatamente. Ainda na noite de sexta-feira, o então vice-presidente Pedro Alliana tomou posse como o novo chefe de Estado do Paraguai, assumindo a missão de conter o desgaste político e estabilizar o governo em meio ao clima de forte contestação nas ruas.

A repercussão internacional do caso evidencia a fragilidade democrática e o rigor com que a sociedade paraguaia tem cobrado responsabilidade fiscal e ética de seus governantes. Enquanto as investigações sobre o escândalo financeiro avançam no âmbito do Poder Judiciário, a população permanece mobilizada, atenta aos desdobramentos legais e políticos que continuarão moldando os rumos do país nos próximos meses.

Para continuar acompanhando os desdobramentos desta crise e as principais notícias do cenário internacional com profundidade e precisão, siga navegando pelo RP News. Nosso compromisso é manter você sempre bem informado sobre os fatos que movimentam a política e a sociedade.

Fonte: https://jovempan.com.br