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Saúde

Anvisa vai certificar insumos farmacêuticos ativos fabricados no país

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu um passo importante para incentivar a indústria farmacêutica nacional ao anunciar um novo edital voltado para a seleção de dossiês…

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Anvisa vai certificar insumos farmacêuticos ativos fabricados no país
© Valter Campanato/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu um passo importante para incentivar a indústria farmacêutica nacional ao anunciar um novo edital voltado para a seleção de dossiês de insumos farmacêuticos ativos (IFAs) produzidos em território brasileiro. A medida busca conceder a cobiçada Carta de Adequação a empresas do setor, fortalecendo a cadeia produtiva local e reduzindo gargalos históricos na área da saúde.

De acordo com as diretrizes divulgadas pela agência reguladora, a iniciativa prevê a escolha de até oito dossiês para avaliação técnica. O processo ocorrerá de forma independente, ou seja, sem a necessidade de vínculo imediato com petições de registro ou pós-registro de medicamentos, o que confere maior agilidade e foco específico na certificação da matéria-prima.

Estratégia para reduzir a dependência externa

O principal objetivo do chamamento público é fortalecer a produção nacional de IFAs e mitigar a vulnerabilidade do Brasil frente aos mercados internacionais. Historicamente, o país importa a esmagadora maioria dos princípios ativos utilizados na fabricação de remédios, cenário que ficou evidente e preocupante durante crises globais de abastecimento, como a pandemia de covid-19.

Ao fomentar o Complexo Econômico-Industrial da Saúde, a Anvisa busca estimular investimentos em tecnologia e inovação dentro do país. Especialistas apontam que a soberania sanitária passa obrigatoriamente pela capacidade de fabricar internamente os componentes essenciais que dão eficácia aos tratamentos médicos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) e na rede privada.

Critérios de elegibilidade e prazos

Para participar do processo seletivo, as empresas interessadas precisam cumprir uma série de requisitos rigorosos estabelecidos pela agência. Entre as exigências, destaca-se que o insumo farmacêutico ativo deve constar na relação oficial de substâncias estipulada no edital. Além disso, o processo produtivo precisa incluir, no mínimo, a última etapa de síntese química realizada no Brasil.

Outro ponto obrigatório é a comprovação de regularidade sanitária, exigindo que o fabricante possua um Certificado de Boas Práticas de Fabricação válido e emitido pela própria Anvisa. A seleção priorizará projetos com forte apelo de desenvolvimento tecnológico, envolvimento em programas públicos de pesquisa e inovação, e maior profundidade nas etapas produtivas executadas em solo nacional.

As companhias que atendem aos requisitos têm um prazo de 60 dias corridos, contados a partir da publicação oficial do edital, para preencher o formulário eletrônico de inscrição. O resultado com os dossiês escolhidos será divulgado em até 60 dias após o encerramento das inscrições, enquanto a análise técnica detalhada está programada para ocorrer ao longo de 2027.

O papel fundamental dos IFAs na saúde pública

Para compreender a dimensão da medida, é preciso lembrar que os insumos farmacêuticos formam a base de toda a cadeia produtiva de medicamentos. O IFA, especificamente, é a substância ativa responsável pelo efeito terapêutico no organismo humano, ou seja, o componente químico que faz o remédio funcionar de fato.

Garantir a qualidade, a segurança e a eficácia dessas matérias-primas é uma das missões centrais da fiscalização exercida pela Anvisa. Com a certificação de produtos locais, o Brasil dá mais um passo rumo à consolidação de um parque industrial robusto, capaz de atender às demandas da população com autonomia e segurança regulatória.

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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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