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Balança comercial: Rio Preto fecha agosto com déficit de US$ 19,4 milhões

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São José do Rio Preto terminou agosto com déficit de US$ 19,4 milhões na balança comercial. As exportações somaram US$ 3,4 milhões, queda de 3,1% em relação a agosto do ano passado, enquanto as importações chegaram a US$ 22,9 milhões, alta de 70,6% no período.

No acumulado de janeiro a agosto, as exportações alcançaram US$ 42,8 milhões, crescimento de 38% frente a 2024. As importações atingiram US$ 119,4 milhões, avanço de 1,2%. O resultado é um déficit de US$ 76,6 milhões nos oito primeiros meses de 2025.

No ranking estadual, Rio Preto ocupa a 180ª posição entre os exportadores e a 51ª nas importações. No cenário nacional, aparece em 692º lugar nas vendas externas e em 154º nas compras internacionais

Os Estados Unidos seguem como principal destino das exportações locais, mas perderam espaço em agosto. Antes do tarifaço imposto pelo governo Trump, que elevou tarifas sobre diversos produtos importados, os EUA respondiam por 26,3% das exportações de Rio Preto no acumulado de janeiro a agosto.

Em agosto, a fatia caiu para 18,3%. A retração de quase oito pontos percentuais em apenas um mês mostra o impacto direto da medida no comércio exterior da cidade.

Entre os principais produtos exportados pelo município estão miudezas de origem animal, preparações capilares, medicamentos, açúcar e artigos ortopédicos. Do lado das importações, os maiores volumes vieram de óleos de petróleo, pescados frescos e congelados, máquinas agrícolas, equipamentos médicos e eletrônicos.

Para o despachante aduaneiro e diretor da Rio Port, Márcio Marcassa Jr., o saldo negativo já era esperado. “Rio Preto tem um perfil mais importador do que exportador, especialmente em setores como tecnologia, equipamentos médicos e insumos industriais. Isso explica o déficit, que é uma característica estrutural do município”, afirma.

Segundo ele, a disparada das importações em agosto mostra que a economia local está aquecida. “Quando a importação cresce, é sinal de que as empresas estão investindo e ampliando sua capacidade produtiva. Isso pode se traduzir em geração de empregos e dinamismo econômico nos próximos meses”, diz.

Marcassa avalia que há espaço para equilibrar o cenário. “É importante que Rio Preto amplie sua pauta exportadora, principalmente em alimentos e produtos de valor agregado, para reduzir a dependência das importações e ganhar competitividade no mercado internacional”, completa.

Por: Assessoria de Imprensa

Foto: Divulgação

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