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GLOBAL TOPO – 01
Economia

CNI reduz previsão de crescimento do PIB para 1,6% em 2026

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) revisou para baixo a sua projeção para o desempenho da economia brasileira no horizonte de 2026. No documento divulgado pelo Informe Conjuntural…

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CNI reduz previsão de crescimento do PIB para 1,6% em 2026
© REUTERS/Washington Alves/Proibida reprodução

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) revisou para baixo a sua projeção para o desempenho da economia brasileira no horizonte de 2026. No documento divulgado pelo Informe Conjuntural do terceiro trimestre, a entidade passou a estimar uma alta de 1,6% para o Produto Interno Bruto (PIB) nacional, recuando em relação ao patamar de 2% que vigorava nas estimativas anteriores. A mudança de perspectiva reflete diretamente um ritmo menos intenso na atividade produtiva, com impactos concentrados na indústria de transformação e no setor terciário.

O cenário macroeconômico desenhado para o período traz à tona velhos desafios estruturais do país. A combinação de juros elevados e uma retração gradual no ímpeto da demanda interna coloca pressão sobre a cadeia produtiva, freando investimentos e o consumo das famílias. Essa dinâmica afeta de maneira desigual os diferentes pilares da economia, criando um ambiente em que a cautela substitui o otimismo que havia marcado trimestres anteriores.

A retranca na indústria e o contraste com o campo

O setor industrial é o que absorve o impacto mais severo dessa desaceleração. A projeção de crescimento global para a indústria sofreu uma queda de 2% para 1,3%. O dado mais emblemático dessa retração reside na indústria de transformação, cujo prognóstico passou de uma alta tímida de 0,6% para uma queda de 0,7%. O encarecimento do crédito, o peso dos custos operacionais e a pressão exercida pela concorrência de produtos estrangeiros no mercado interno figuram entre os principais motivadores dessa curva descendente.

Em contrapartida, subsegmentos específicos dentro do universo industrial conseguem navegar em direção contrária. A indústria extrativa aponta para um crescimento robusto de 9,1%, enquanto o setor da construção civil mantém uma perspectiva de alta de 1,5%. Este último segmento segue amparado por aportes voltados à infraestrutura e pela continuidade de programas habitacionais de larga escala, a exemplo do Minha Casa, Minha Vida.

Enquanto a indústria urbana freia, a agropecuária assume o papel de amortecedor positivo na economia. A estimativa para o campo foi ajustada de 1,8% para 2,5% de expansão, embalada principalmente pelas expectativas favoráveis em torno do rendimento da segunda safra de milho e pela manutenção de um fluxo exportador sólido.

Inflação, juros e o peso sobre as contas públicas

O comportamento dos preços ao longo do ano também entra no radar das preocupações econômicas. A projeção da CNI para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) aponta para uma alta de 5,15%, superando o patamar registrado no ciclo anterior. Diante desse quadro inflacionário, a expectativa da entidade é de que o Banco Central conduza uma flexibilização moderada na taxa básica de juros, com reduções pontuais na taxa Selic para encerrar o período ao redor de 13,25% ao ano.

No âmbito fiscal, o estudo aponta para um cenário de desafios contínuos na gestão das contas do governo federal. A projeção indica um déficit primário na ordem de R$ 54,6 bilhões, montante que equivale a 0,4% do PIB. Quando aplicadas as regras de exceção previstas no arcabouço fiscal para determinadas despesas, o resultado transita para um superávit nominal de R$ 12,6 bilhões. Paralelamente, o endividamento do Estado segue trajetória ascendente, com a dívida pública bruta estimada em 83,7% do PIB ao término do ano.

Mercado de trabalho e comércio exterior

Apesar do arrefecimento na atividade econômica geral, o mercado de trabalho demonstra resiliência. A CNI projeta uma expansão de 1,2% na população ocupada, acompanhada por um recuo na taxa de desemprego para a faixa de 5% até o encerramento do calendário. A massa de rendimentos reais da população, já descontada a inflação, tem perspectiva de ganho real de 4,6%, o que ajuda a sustentar um patamar mínimo de consumo interno.

No comércio exterior, o Brasil colhe resultados expressivos. A balança comercial deve registrar um superávit de US$ 77,3 bilhões, impulsionada por um incremento de mais de 10% nas exportações totais, que devem alcançar a marca de US$ 386,7 bilhões, superando com folga o volume das importações previstas.

Para entender a fundo como essas projeções econômicas impactam o seu dia a dia, o mercado de trabalho e os rumos do país, continue acompanhando o RP News. Nossa equipe traz diariamente análises aprofundadas, coberturas de relevância nacional e o contexto que você precisa para se manter bem informado, com a credibilidade e a variedade de temas que fazem parte do nosso compromisso editorial.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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