O ministro interino da Fazenda, Dario Durigan, assegurou em Brasília que o governo federal vai intensificar as negociações com agentes do mercado financeiro e com representantes do setor privado para viabilizar o cumprimento da meta fiscal. A declaração reforça a estratégia da gestão econômica em buscar estabilidade por meio de consensos, em um momento de transição política e expectativa sobre os rumos das contas públicas.
Ao chegar à sede da pasta ministerial, Durigan destacou que a prioridade absoluta da administração é a responsabilidade fiscal. Segundo o representante, o equilíbrio das contas públicas não será buscado de forma isolada, mas sim construído coletivamente, ouvindo os diferentes setores da economia para mitigar volatilidades e garantir previsibilidade aos investimentos no país.
Articulação com o mercado e transição política
Nos bastidores da capital federal, a movimentação é intensa. O ministro revelou que manteve contato direto com lideranças do setor financeiro para apaziguar os ânimos dos investidores logo após o encerramento do processo eleitoral que garantiu mais um mandato ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo principal dessas conversas iniciais foi transmitir uma mensagem clara de continuidade e seriedade na condução da política macroeconômica.
Contudo, o cenário exige cautela. O país atravessa um período de transição institucional que antecede a posse presidencial em janeiro. Durante essa janela, a definição da nova equipe econômica e o alinhamento político com o Congresso Nacional são peças-chave para que o Executivo consiga aprovar as medidas necessárias sem maiores ruídos legislativos.
Medidas de ajuste e o papel do Congresso
Sem antecipar todos os detalhes, Durigan confirmou que o pacote fiscal já conta com várias propostas estudadas e algumas prontas para serem apresentadas. Entre as alternativas em análise está a possibilidade de ampliar a parcela do Orçamento da União que pode ser alvo de contingenciamento, um mecanismo que demanda aval direto do Legislativo.
Especialistas apontam que a reação positiva do mercado dependerá da concretização dessas promessas em atos normativos sólidos. O controle dos gastos públicos e a eficacia na arrecadação continuam sendo os pilares monitorados de perto por agências de classificação de risco e analistas econômicos em todo o território nacional.
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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br







