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MPSP faz operação para aprofundar investigações da Operação Ícaro

Na manhã desta quinta-feira (3), o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) intensificou suas ações investigativas no contexto da Operação Ícaro, focando em uma organização criminosa…

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MPSP faz operação para aprofundar investigações da Operação Ícaro
© MPSP/Divulgação

Na manhã desta quinta-feira (3), o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) intensificou suas ações investigativas no contexto da Operação Ícaro, focando em uma organização criminosa que supostamente operava dentro da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo. A ação representa um avanço nas investigações iniciadas em agosto de 2025, com o objetivo de desmantelar esquemas de corrupção envolvendo altos valores e figuras proeminentes na estrutura fiscal do estado.

Ação Coordenada e Impacto

A operação desta quinta-feira resultou na expedição de dois mandados de prisão preventiva e na realização de buscas em 47 locais, abrangendo endereços residenciais, profissionais e empresariais em São Paulo, sua região metropolitana, interior e também no Mato Grosso do Sul. Este movimento coordenado ilustra a determinação do MPSP em enfrentar esquemas que minam a integridade fiscal e a justiça tributária no estado.

Os Alvos e a Estrutura do Esquema

Entre os principais alvos das prisões preventivas, está o suposto líder do núcleo privado da organização, que, conforme as investigações, teria transferido aproximadamente R$ 13,6 milhões ao então delegado regional tributário do Butantã no período entre 2021 e agosto de 2025. Outro indivíduo detido desempenhava papel significativo na hierarquia da fazenda paulista até maio de 2026. Tais figuras eram peças-chave no funcionamento do esquema criminoso, que envolvia crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Mecanismos de Fraude e Ganhos Ilícitos

O grupo investigado é acusado de transformar mecanismos tributários legítimos em um mercado clandestino. A operação ilegal envolvia a negociação de créditos de ICMS-ST e créditos acumulados, onde os envolvidos obtinham entre 1% e 10% dos créditos fiscais. Profissionais particulares captavam contribuintes de grande porte, oferecendo facilidades em troca de honorários, enquanto agentes públicos atuavam para acelerar ou aprovar indevidamente os processos tributários.

Repercussões e Desdobramentos

A operação recebeu o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Polícia Militar, além de ser liderada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão à Formação de Cartel e à Lavagem de Dinheiro e de Recuperação de Ativos Financeiros (Gedec) do MPSP. A busca por provas adicionais, como documentos e registros financeiros, é crucial para a continuidade das investigações e para a responsabilização dos envolvidos. A sociedade aguarda com atenção os desdobramentos desse caso, que pode causar mudanças significativas na gestão tributária estadual.

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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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