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Operação da Polícia Civil prende cinco investigados por infiltração do crime organizado no transporte coletivo de SP

A segurança pública e a integridade dos serviços essenciais voltaram ao centro do debate nesta quarta-feira (28), após uma ampla operação da Polícia Civil de São Paulo resultar…

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Operação da Polícia Civil prende cinco investigados por infiltração do crime organizado no transporte coletivo de SP
Com a conclusão do inquérito policial, o Ministério Público ofereceu denúncia à Justiça, q...

A segurança pública e a integridade dos serviços essenciais voltaram ao centro do debate nesta quarta-feira (28), após uma ampla operação da Polícia Civil de São Paulo resultar na prisão de cinco pessoas suspeitas de integrar um esquema de infiltração do crime organizado no sistema de transporte coletivo da capital paulista. A ofensiva conjunta mobilizou o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), vinculado ao Ministério Público.

A ação teve como foco principal apurar crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro que estariam atrelados às operações da empresa Transunião Transportes. No total, a Justiça havia expedido sete mandados de prisão preventiva. Até o encerramento parcial das diligências, cinco alvos foram capturados, enquanto outros dois permanecem foragidos, tendo suas buscas intensificadas pelas equipes policiais na região metropolitana.

O modus operandi e a fachada societária

As investigações detalhadas foram conduzidas pela Divisão de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas (Divecar), unidade subordinada ao Deic. O cruzamento de dados revelou que membros de uma facção criminosa utilizavam o expediente de pessoas interpostas — popularmente conhecidas como laranjas — para blindar e ocultar a real influência e participação societária na empresa concessionária.

Segundo o diretor do Deic, delegado Ronaldo Sayeg, o monitoramento financeiro foi determinante para desvendar a teia ilícita. A apuração apontou movimentações financeiras atípicas e estratégias sofisticadas para encobrir a origem de capitais e a verdadeira titularidade de bens. Os investigadores conseguiram conectar formalmente indivíduos com histórico em atividades delitivas a pessoas que ocupavam cargos estratégicos de direção e administração na companhia de ônibus.

Descapitalização e bloqueio patrimonial milionário

Mais do que cumprir mandados de prisão, a operação focou em desarticular a infraestrutura financeira da rede criminosa. Ao longo do inquérito, autoridades apreenderam uma quantia expressiva em dinheiro vivo, incluindo R$ 158,9 mil em espécie, além de 2.417 dólares e 1.465 euros. A lista de apreensões de luxo inclui dez automóveis de alto padrão — como modelos Porsche Macan, BMW e RAM Rampage —, cerca de 40 relógios de grife e diversas joias.

A ofensiva judicial alcançou proporções robustas no campo patrimonial. A Justiça decretou o sequestro de 21 imóveis, impôs restrições de transferência a 408 veículos e determinou o bloqueio de seis embarcações. O cerco financeiro também atingiu 136 pessoas físicas e jurídicas, cujos bens foram tornados indisponíveis por meio do sistema Sisbajud. A consolidação final dos valores bloqueados ainda está em andamento, mas os impactos econômicos na estrutura investigada são considerados severos pelas autoridades.

Relevância social e os próximos passos

A infiltração do crime organizado em serviços públicos essenciais representa uma ameaça direta à governança urbana e à transparência na aplicação de recursos públicos, que frequentemente envolvem subsídios estatais e municipais. Casos dessa natureza escancaram os desafios enfrentados pelo poder público para blindar setores vitais da economia contra a contaminação por capitais ilícitos.

Enquanto o Ministério Público formaliza as denúncias com base no inquérito concluído, a Polícia Civil segue em campo para capturar os suspeitos restantes e aprofundar a investigação patrimonial. O objetivo central é recuperar integralmente os valores desviados e impedir que a estrutura criminosa continue operando nas sombras do transporte urbano.

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Fonte: https://www.agenciasp.sp.gov.br

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