O Banco Central do Paraguai informou que concluiu a primeira etapa da devolução de recursos para 1,2 milhão de correntistas do Ueno Bank, instituição que recentemente entrou no centro de uma grave crise financeira no país vizinho. O balanço oficial, divulgado durante uma coletiva de imprensa no Palácio López, aponta que o montante ressarcido já alcança o equivalente a cerca de R$ 880 milhões.
A medida emergenciais busca conter o impacto social e econômico de uma instabilidade que mobilizou a opinião pública paraguaia. O processo de restituição continuará ao longo da próxima semana, com um esquema especial de atendimento que inclui a abertura de instituições bancárias durante o fim de semana para atender à demanda reprimida da população.
Esforço governamental e impacto na economia
Diante da repercussão negativa e da apreensão generalizada nas ruas de Assunção, o governo intensificou as negociações para pacificar o sistema financeiro. “Fomos instruídos a fazer o máximo esforço para tranquilizar os poupadores afetados”, declarou o ministro da Economia e Finanças, Óscar Lovera, ao detalhar as ações adotadas pela equipe econômica.
A crise teve início quando o Ueno Bank — considerado um dos maiores bancos digitais do Paraguai e responsável por atender quase metade da população do país — foi declarado insolvente, sem capacidade imediata de honrar seus compromissos com os clientes. A situação levou o Banco Central a determinar o bloqueio de recursos e a suspensão temporária de saques, gerando longas filas, protestos nas ruas e forte instabilidade política.
Mudanças políticas e investigações em curso
O colapso financeiro coincidiu com um momento de transição no comando do país. Pedro Alliana iniciou seu mandato à frente da presidência realizando reuniões ministeriais emergenciais e promovendo trocas no alto escalão, incluindo nomeações para os ministérios do Interior e de Obras Públicas. O novo mandatário exigiu agilidade de sua equipe e prometeu que todos os cidadãos prejudicados serão integralmente compensados.
Enquanto o Fundo de Garantia de Depósitos atua na liberação antecipada de valores — com tetos calculados com base em salários mínimos —, a Justiça paraguaia avança na responsabilização dos envolvidos. O Poder Judiciário determinou a prisão preventiva de oito suspeitos ligados à crise, incluindo o presidente do Ueno Bank, Juan Manuel Gustale, e o diretor-executivo, Federico Miguel Vázquez, sinalizando rigor na apuração de eventuais crimes financeiros.
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Fonte: https://jovempan.com.br







