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Professora agredida sala de aula abandonou o cargo; “só choro e vivo à base de remédios”

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Uma professora que desistiu do cargo após ser mordida e chutada por alunos em uma escola municipal de Olímpia (SP) conta que, mais de um ano depois de sofrer as agressões, ainda faz uso de medicamento controlado para conseguir dormir. 

Heloisa Barbara Cevada Esperandio, de 67 anos, foi alvo da violência enquanto trabalhava em uma sala de aula em fevereiro de 2025.

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Ela, que mesmo aposentada decidiu continuar as atividades, carrega sequelas do episódio. À época, a professora foi agredida por dois alunos do 2º ano do ensino fundamental. Em um dos desentendimentos entre os estudantes, a docente tentou separá-los e foi atingida por chutes e mordidas .

Ao g1, Heloisa disse ter atuado no funcionalismo público por 31 anos. Mesmo com a vasta experiência, as consequências da decisão de deixar a atividade na escola de Olímpia e das agressões ainda não foram totalmente superadas

A Secretaria Municipal de Educação de Olímpia esclareceu que, na ocasião, as medidas administrativas cabíveis foram adotadas; dentre elas o registro, a averiguação e o monitoramento da queixa, o acolhimento dos envolvidos, os direcionamentos pedagógicos e o monitoramento da equipe multidisciplinar. (Confira a íntegra da nota

A professora também relatou que fez uso de antidepressivo por um longo período. Atualmente, ela só consegue relaxar e descansar durante a noite se ingerirum medicamento capaz de auxiliar na indução do sono.

6 a cada 10 professores são agredido

A situação de Heloisa não é considerada um caso isolado. Uma pesquisa realizada neste ano pelo Centro do Professorado Paulista (CPP) com docentes mostrou que 65,6% dos entrevistados já sofreram algum tipo de agressão dentro das escolas públicas no estado de São Paulo.

A pesquisa desenvolvida pelo CPP em janeiro de 2025 ouviu 1.440 docentes no estado de São Paulo. Desse total, 65,6% relataram já terem sofrido algum tipo de agressão dentro da escola.

Fonte: G1 Rio Preto

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