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Roubos na Região Metropolitana de São Paulo caem 21% e prisões aumentam 7%

A Região Metropolitana de São Paulo registrou uma marca histórica nos primeiros nove meses de 2026, alcançando os menores patamares de roubos em geral, de veículos e de…

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Roubos na Região Metropolitana de São Paulo caem 21% e prisões aumentam 7%
Agência SP, a agência de notícias de São Paulo

A Região Metropolitana de São Paulo registrou uma marca histórica nos primeiros nove meses de 2026, alcançando os menores patamares de roubos em geral, de veículos e de carga desde o início da série histórica, em 2001. Os dados oficiais divulgados apontam uma mudança significativa no cenário de segurança pública dos 38 municípios que compõem a mancha urbana paulista, incluindo a capital, cidades do ABC e grandes polos como Guarulhos e Osasco.

Entre janeiro e setembro, os roubos em geral despencaram 21%, registrando 22.855 ocorrências frente a 28.957 no mesmo período do ano anterior. O recuo representa 6.102 casos a menos de violência urbana que impactam diretamente a rotina de quem transita pelas ruas e avenidas da metrópole. Somente no mês de setembro, a queda foi de 21,7%, consolidando uma tendência de baixa contínua observada ao longo dos últimos meses.

Queda expressiva em crimes contra o patrimônio

O impacto da retração nos índices criminais é especialmente visível nos crimes voltados ao patrimônio e à logística urbana. Os roubos de veículos tiveram uma baixa expressiva de 35,2% no acumulado dos primeiros nove meses do ano, caindo de 6.959 para 4.503 ocorrências. O resultado isolado de setembro também marcou o menor patamar já contabilizado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-SP) para o mês.

No setor logístico, os roubos de carga recuaram 31,9% no mesmo comparativo, passando de 887 para 604 registros. O indicador é vital para a economia regional, pois protege as rotas de abastecimento e o escoamento de mercadorias. Os furtos de modo geral também acompanharam o movimento de queda, com uma redução de 5,5% no acumulado anual, totalizando 59.941 casos.

O fator tecnológico e a integração das polícias

Especialistas em segurança pública apontam que a combinação entre inteligência policial, maior integração entre as polícias Civil e Militar e o uso de ferramentas tecnológicas tem sido determinante para esses resultados. O monitoramento urbano por câmeras e a análise preditiva de áreas de risco ajudam a sufocar rotas de fuga e a desarticular quadrilhas especializadas.

O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, ressalta que o trabalho foca na interrupção do ciclo de reincidência criminal. “Reduzir os índices de criminalidade também passa por evitar que os mesmos criminosos voltem a fazer novas vítimas. Na Grande São Paulo, trabalhamos para fortalecer a prevenção, ampliar a integração entre as forças policiais e usar a tecnologia como aliada”, pontua.

Aumento no número de prisões e apreensões

A retração nos delitos veio acompanhada de uma maior produtividade policial. Entre janeiro e setembro, 25.765 pessoas foram presas ou apreendidas na Grande São Paulo, o que representa um acréscimo de 7% em relação aos 24.068 registros do mesmo período de 2025. Esse montante é o maior patamar verificado para o intervalo desde 2020.

Além das prisões, o balanço oficial aponta a apreensão de 1.500 armas ilegais de fogo, a recuperação de 7.317 veículos que haviam sido subtraidos e a retirada de circulação de 17,2 toneladas de drogas, enfraquecendo o financiamento do crime organizado na região metropolitana.

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Fonte: https://www.agenciasp.sp.gov.br

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