PUBLICIDADE

Novo polo cultural do Sesc em Paraty projeta triplicar atendimentos e impulsionar a cena local

Teste Compartilhamento
© Tânia Rêgo/Agência Brasil

Paraty, joia da Costa Verde fluminense e patrimônio mundial pela UNESCO, está prestes a vivenciar um novo capítulo em sua efervescente trajetória cultural. O **Sesc** inaugurará, em agosto, uma unidade ampliada e moderna no bairro **Caborê**, com a ambiciosa meta de triplicar os atendimentos anuais na cidade, passando de 20 mil para 60 mil. Mais do que um aumento numérico, a iniciativa representa um investimento estratégico na **formação cultural**, na valorização de artistas locais e na promoção de uma **democratização** do acesso à arte para a população paratiense, reconhecendo a riqueza de suas **comunidades tradicionais** e a centralidade da cultura em sua economia.

Paraty: Um Cenário Cultural Vibrante e Suas Raízes

Conhecida por seu charmoso calçamento de pedra e arquitetura colonial à beira-mar, Paraty consolidou-se como um destino cultural de relevância internacional. Além de abrigar festivais de música, arte e cinema, a cidade é palco da aclamada Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), atraindo público e intelectuais de diversas partes do globo. Contudo, a vitalidade cultural de Paraty transcende os grandes eventos e os nomes que chegam de fora. Antônio Couto, gerente do Polo Sociocultural do Sesc de Paraty, enfatiza que a **importância cultural** do município reside profundamente em suas raízes.

“Paraty é um território muito rico, com diversas **comunidades tradicionais**, caiçaras, indígenas, quilombolas, e festejos populares muito ativos. Tem todo um conjunto de elementos que tornam a cidade muito especial, e toda a economia gira em torno do **turismo cultural** e de natureza”, afirma Couto. Essa perspectiva é crucial para entender a proposta do novo Sesc Caborê, que busca não apenas sediar eventos, mas fortalecer a base cultural que emerge do próprio tecido social da cidade.

Sesc Caborê: Formação e Produção Cultural para Todos

A primeira fase da obra, que ocupa 3 mil metros quadrados de área construída, já está concluída e será inaugurada em 12 de agosto. O espaço foi meticulosamente planejado para ser um centro de **formação e produção cultural**. Ele dispõe de salas equipadas para aulas e ensaios de música e dança, bem como ateliês de **artes plásticas** e de **cultura maker** (faça você mesmo). A concepção da unidade não foi aleatória; antes mesmo de sua construção, um diagnóstico aprofundado foi realizado para mapear os principais interesses e as necessidades da **comunidade local**.

“Nós fizemos várias ações de aproximação com os grupos locais, especialmente da juventude, inclusive para apresentar o Sesc para os moradores, porque a gente precisava entender como fortalecer a comunidade”, explica Couto, sublinhando o compromisso com a escuta ativa e a participação cidadã. Com 28 atividades inicialmente previstas, incluindo oficinas, capacitações profissionais e exposições, a nova unidade visa aprofundar o engajamento com os moradores. Todas as iniciativas serão gratuitas, com prioridade de inscrição para trabalhadores do comércio e uma reserva de 30% das vagas para pessoas com renda mensal de até dois salários mínimos, garantindo um alcance social mais amplo e **inclusão**.

Vozes da Memória e o Impacto Humano da Arte

O impacto transformador do novo espaço já pôde ser sentido em uma operação teste, quando oficinas de dança, percussão, desenho e coral foram transferidas da antiga unidade Santa Rita para o Caborê. Quem estreou o palco foi o grupo Vozes da Memória, um coral cênico composto por cantores da terceira idade. Silvana Basilio, de 71 anos, é uma das entusiastas. “Eu tô vibrando com isso aqui. Até a localização é melhor pra mim, porque não pode entrar carro no Centro Histórico e isso dificulta pra quem tem algum problema de **mobilidade**”, comenta, ressaltando a melhoria prática e o **acesso** facilitado.

Para Silvana, o coral transcende o aprendizado vocal; é um **resgate** de parte de sua história. “Eu participei de um coral quando tinha 14 anos de idade na escola. Depois disso, nunca mais. Hoje, eu me sinto realizada. Cantar faz bem pra mente, pra alma…”, compartilha, ilustrando como a arte pode ser uma fonte de bem-estar e redescoberta. Sara Cabral, de 63 anos, outra integrante, celebra a camaradagem e as apresentações públicas. “Dá um friozinho na barriga sempre, mas eu adoro desafios. No ano passado, eu interpretei uma drag queen e foi ótimo!”, conta, demonstrando a liberdade criativa e a **superação pessoal** que o grupo proporciona. “As minhas tardes eram ‘cama e sofá’. Depois que eu conheci o grupo, isso acabou. A gente dança, canta, brinca umas com as outras. Todo mundo aqui é amigo, cada um tem seu espaço, e todos têm seu talento”, celebra Sara, enfatizando o papel do Sesc na **formação de laços sociais** e no combate ao isolamento.

Um Estúdio Profissional para Impulsionar Talentos Locais

Um dos grandes destaques da nova unidade é a instalação de um **estúdio profissional** completo para gravação de áudio, a primeira estrutura desse tipo em Paraty. Guilherme Carvalho, analista de cultura do Sesc e responsável pela programação musical do polo, enxerga um vasto potencial. “Nós temos um potencial enorme não só de ampliar o atendimento às populações de Paraty, mas também aumentar a frequência de artistas do restante do Brasil na cidade. E essa é uma forma de **difusão democrática de cultura**”, explica.

Esse estúdio representa um marco, oferecendo recursos de alta qualidade que antes eram inalcançáveis para muitos artistas locais. Ele não apenas capacitará talentos emergentes a produzir seu material com qualidade profissional, mas também pode atrair colaborações, gerando um intercâmbio cultural mais rico e dinâmico. A iniciativa alinha-se à visão do Sesc de ser um catalisador para o **desenvolvimento cultural** e econômico, posicionando Paraty não apenas como um palco para eventos externos, mas como um fértil celeiro de produção artística própria, valorizando suas expressões musicais únicas e as narrativas de suas diversas comunidades.

O Legado e o Futuro da Cultura em Paraty

A expansão do Sesc em Paraty é mais do que a inauguração de um prédio; é um testemunho do contínuo investimento na **cultura como motor de transformação social** e econômica. Em uma cidade que já se destaca mundialmente pela riqueza de seu patrimônio, o Sesc Caborê promete aprofundar a relação da população com a arte e o conhecimento, oferecendo oportunidades de aprendizado, criação e conexão que ressoarão por gerações. É um passo significativo para garantir que o brilho cultural de Paraty seja sustentado por suas próprias bases, empoderando moradores e celebrando a autenticidade de suas tradições em diálogo com as linguagens contemporâneas.

Acompanhe o **RP News** para se manter atualizado sobre os desdobramentos desta e de outras notícias relevantes. Nosso compromisso é trazer informação de qualidade, contextualizada e aprofundada, abordando uma ampla variedade de temas que impactam a sua vida e o cenário nacional.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

Leia mais

PUBLICIDADE