O trabalho de busca e remoção de escombros na Rua Maria Joaquina, localizada no tradicional polo comercial do Brás, na região central de São Paulo, entrou em uma nova fase neste sábado (7). Desde as primeiras horas da manhã, equipes do Corpo de Bombeiros utilizam maquinário pesado para limpar a área atingida por um desabamento de imóvel ocorrido na noite anterior. Paralelamente às operações de limpeza, a Defesa Civil municipal determinou a interdição preventiva de dois prédios vizinhos para garantir a segurança de transeuntes e moradores da região.
O incidente mobilizou dezenas de agentes públicos desde a noite de sexta-feira (6), quando o prédio de quatro andares — que funcionava como uma loja de roupas — veio abaixo. No momento mais crítico da ocorrência, 72 bombeiros e 27 viaturas foram deslocados para o local, contando com o apoio logístico da Polícia Militar e de órgãos municipais. A rápida intervenção foi crucial para evitar uma tragédia de maiores proporções em uma das áreas comerciais mais movimentadas da capital paulista.
Operação de busca e situação das vítimas
Por volta das 11h deste sábado, a operação ganhou o reforço de cães farejadores especializados em salvamento em estruturas desabadas. Após varreduras minuciosas em meio aos escombros, os animais não detectaram sinais da presença de pessoas soterradas. Até o momento, as autoridades confirmam que não há registros de desaparecidos relacionados à ocorrência.
No total, 35 pessoas conseguiram deixar o edifício afetado. Deste total, oito lograram sair por meios próprios logo no início do colapso estrutural, enquanto 27 foram resgatadas com o auxílio direto das equipes de emergência. O atendimento médico inicial contemplou quatro vítimas, que foram encaminhadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Mooca com ferimentos leves e sem risco de morte, recebendo alta após avaliação médica.
Falta de documentação e investigação
Um dos pontos centrais levantados pelas autoridades após o acidente diz respeito à regularidade da edificação. Informações preliminares divulgadas pelo Corpo de Bombeiros apontam que o estabelecimento comercial não possuía o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), documento obrigatório que atesta o cumprimento das normas de segurança contra incêndio e pânico, além da estabilidade estrutural para o exercício de atividades comerciais.
A ausência de documentação regular traz à tona o debate recorrente sobre a fiscalização de imóveis comerciais em centros urbanos densos, onde edifícios antigos frequentemente passam por adaptações internas para abrigar estoques e comércios de grande circulação de pessoas. As causas exatas do desabamento agora serão investigadas por órgãos periciais competentes, que devem apontar se houve falhas estruturais, sobrecarga de peso ou falta de manutenção adequada no prédio.
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Fonte: https://www.agenciasp.sp.gov.br







