PUBLICIDADE

Ex-secretário investigado por PIX em estacionamento de show do Guns N’ Roses em Rio Preto falta a depoimento do MP

Teste Compartilhamento
G1

A investigação sobre o uso irregular de uma área pública como estacionamento pago durante o show da banda Guns N’ Roses em São José do Rio Preto (SP) ganhou um novo capítulo. Nesta quarta-feira (6), o **ex-secretário de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal**, José Luis Pereira, e a presidente da Associação Guasomafe, Efigênia Cristina Oliveira, não compareceram aos depoimentos agendados pelo **Ministério Público** (MP). O caso, que apura o recebimento de valores via **PIX** em conta pessoal de um ex-agente público, levanta sérias questões sobre a **transparência** e a **ética na gestão pública**.

José Luis Pereira, que pediu desligamento do cargo após a repercussão inicial do caso, é um dos principais investigados. Ele teria recebido, em sua conta pessoal, pagamentos referentes ao estacionamento no **parque Cidade das Crianças**, uma área municipal que foi utilizada para o evento sem a devida formalização e, aparentemente, com o objetivo de lucro. A ausência dos convocados, embora não paralise a apuração, reorienta a estratégia do promotor Carlos Romani, que já dispõe de um volumoso documento de 45 páginas enviado pela Prefeitura e informações da Associação, o que pode tornar desnecessárias as oitivas ausentes.

O show do Guns N’ Roses e o uso controverso do espaço público

O epicentro da controvérsia remonta a 7 de abril, data do show do Guns N’ Roses em Rio Preto. Na ocasião, o **parque Cidade das Crianças**, um espaço destinado ao lazer e à família, foi transformado em um estacionamento pago para o público do evento. A decisão, que gerou protestos e questionamentos da sociedade civil, foi formalizada um dia antes do espetáculo, em 6 de abril, pela **Associação Guasomafe**, entidade que se declara filantrópica e sediada em Guaraci (SP).

A autorização para a utilização do parque foi concedida pelo então **secretário de Esportes**, Klebinho Kizumba. A liberação do espaço para a Associação Guasomafe ocorreu em circunstâncias questionáveis: um dia antes do show, sem o exigido título de utilidade pública para esse tipo de uso e sem qualquer procedimento de **chamamento público** ou edital, que garantiria igualdade de participação a outras entidades. A prática de conceder um espaço público de forma direta, sem a devida concorrência ou justificativa formal, é um dos pontos cruciais da **investigação do MP**.

As irregularidades apontadas e o fluxo do dinheiro

A dinâmica do estacionamento revelou ainda mais indícios de irregularidades. Motoristas que buscavam vaga no **parque Cidade das Crianças** eram instruídos a pagar R$ 100 por veículo, exclusivamente via **PIX** ou em dinheiro. A investigação apurou que o **ex-secretário** José Luis Pereira teria sido o responsável por organizar o recebimento desses valores em sua conta pessoal, antes de transferir o montante para a Associação Guasomafe dias após o evento. Uma prestação de contas manuscrita da entidade registrou uma arrecadação bruta de R$ 13,6 mil, com R$ 2,4 mil em despesas e R$ 11,2 mil repassados à associação.

A justificativa da Guasomafe para a arrecadação era a realização de uma “corrida kids”, um evento infantil sem data definida e com custo estimado entre R$ 14 mil e R$ 15 mil. Contudo, o **Ministério Público** levanta dúvidas sobre a legitimidade da entidade, apontando **indícios de inatividade recente** e a falta de vínculos com o município de Rio Preto. A utilização de uma conta pessoal para movimentar **recursos públicos** ou obtidos por meio do uso de espaço público é um alerta para a possibilidade de **improbidade administrativa** e desvio de finalidade.

Repercussão, exonerações e os próximos passos da investigação

A exposição do caso na mídia e a forte **repercussão pública** levaram a consequências imediatas. Tanto José Luis Pereira quanto Klebinho Kizumba pediram exoneração de seus cargos. Kizumba, que retornou ao posto de vereador, está convocado para prestar depoimento ao **Ministério Público** no dia 15 de junho. O promotor Carlos Romani ressalta que a saída dos cargos públicos não afasta a eventual responsabilização por atos praticados durante o exercício da função, reforçando o compromisso do MP com a apuração dos fatos e a punição de possíveis ilícitos.

Apesar da gravidade dos fatos, o órgão ministerial também destaca que, até o momento, não houve a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal para investigar o caso internamente, nem foram apresentados esclarecimentos considerados suficientes pelos envolvidos ou pela entidade beneficiada. Este cenário reforça a necessidade de aprofundamento da **investigação do MP** para garantir a devida prestação de contas e a recuperação da **confiança da população** na gestão dos **recursos públicos**.

Este caso em **Rio Preto** serve como um lembrete contundente da importância da fiscalização cidadã e da atuação vigilante do **Ministério Público** para coibir o uso indevido de espaços e **recursos públicos**. A sociedade espera que a verdade seja estabelecida e que eventuais responsáveis sejam devidamente responsabilizados, reafirmando os princípios da legalidade, moralidade e **transparência** na administração. Os desdobramentos prometem novas informações, mantendo o foco na busca pela ética pública.

Continue acompanhando o **RP News** para ter acesso a informações relevantes, atualizadas e contextualizadas. Nosso compromisso é com o jornalismo de qualidade, trazendo a você a análise aprofundada dos fatos que impactam sua vida e sua cidade, cobrindo uma vasta gama de temas com credibilidade e imparcialidade. Fique por dentro dos desdobramentos deste e de outros importantes acontecimentos.

Fonte: https://g1.globo.com

Leia mais

PUBLICIDADE