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Polícia encontra cueca e marcas de mãos em paredes em investigação de deficiente intelectual coberto de óleo

A cidade de Nova Granada, no interior de São Paulo, tornou-se centro de uma investigação policial complexa e delicada. A Polícia Civil está apurando um possível caso de…

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Polícia encontra cueca e marcas de mãos em paredes em investigação de deficiente intelectual coberto de óleo
G1

A cidade de Nova Granada, no interior de São Paulo, tornou-se centro de uma investigação policial complexa e delicada. A Polícia Civil está apurando um possível caso de tortura e violência sexual contra um homem de 28 anos com deficiência intelectual grave. O jovem foi encontrado coberto de óleo diesel queimado, situação que chamou a atenção de sua família e das autoridades locais.

Descobertas iniciais elevam complexidade do caso

Durante as investigações, a polícia descobriu uma cueca e marcas de mãos nas paredes de um condomínio em construção, local indicado pela própria vítima como o cenário do incidente. O delegado responsável, Antônio Honório Nascimento, declarou que o imóvel está sem movimentação frequente de pessoas, o que torna o caso mais intrigante. Além disso, a presença de um tanque metálico cilíndrico, comumente usado para transportar combustíveis, foi identificada no local. Esse detalhe pode ser crucial para entender a dinâmica dos acontecimentos.

Desafios da investigação

A investigação enfrenta desafios significativos devido à condição da vítima. O jovem não tem verbalização clara e não consegue direcionar o olhar, características que dificultam a obtenção de um relato preciso. No entanto, ele conseguiu indicar que uma pessoa alta estaria envolvida. Essa informação, somada ao relato de uma testemunha que foi a primeira a encontrá-lo coberto de óleo, sugere que a polícia deve considerar a possibilidade de violência sexual. Como parte do procedimento, foram solicitados exames de corpo de delito e sexológico.

Reação da comunidade e impacto local

O caso causou comoção na comunidade de Nova Granada, que é conhecida por sua tranquilidade. A avó do jovem, Laudiceia Lisboa da Silva, de 73 anos, expressou sua preocupação e indignação com a situação. Ela cuida do neto, que tem dificuldades de mobilidade e comunicação, e relatou que ele é uma pessoa calma e não agressiva. A família está em busca de respostas sobre o que aconteceu durante o período em que ele esteve fora de casa.

Possíveis desdobramentos

A polícia continua a investigar todas as hipóteses, incluindo a de autolesão, considerando as limitações do jovem. Até o momento, não há suspeitos identificados, mas a comunidade espera que a justiça seja feita. O caso é registrado como tortura, lesão corporal e estupro de vulnerável, elevando a urgência na identificação de um possível autor ou autores.

Este caso ressalta a importância de uma abordagem sensível e detalhista em investigações que envolvem pessoas com deficiência, e destaca a necessidade de vigilância comunitária e apoio às famílias. Continuaremos acompanhando os desdobramentos deste caso. Fique atento ao RP News para atualizações sobre este e outros assuntos de relevância.

Fonte: https://g1.globo.com