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Produtividade sobe, e agora?

A ascensão da produtividade nas empresas, impulsionada por ferramentas digitais avançadas, trouxe à tona um novo dilema para os executivos: como distribuir os benefícios dessa eficiência? O tema…

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Produtividade sobe, e agora?
The BRIEF

A ascensão da produtividade nas empresas, impulsionada por ferramentas digitais avançadas, trouxe à tona um novo dilema para os executivos: como distribuir os benefícios dessa eficiência? O tema foi amplamente debatido na conferência Fortune Most Powerful Women, com participação de lideranças de grandes corporações, como PepsiCo, Indeed, Dropbox e Bristol Myers Squibb. A discussão girou em torno de como transformar os ganhos em resultados concretos para os negócios sem sobrecarregar os funcionários.

O impacto das ferramentas digitais

No cenário atual, empresas como a Indeed têm visto seus engenheiros de software aumentarem em 50% a produção de código. Ao mesmo tempo, os funcionários economizam cerca de seis horas semanais graças à automação de processos. A ideia é que esse tempo economizado seja direcionado para atividades mais criativas e inovadoras, potencializando o crescimento dos negócios sem que os colaboradores se sintam pressionados a preencher cada minuto livre com novas tarefas.

A preocupação com a atrofia cognitiva

A Dropbox, avaliada em US$ 8 bilhões, está atenta aos riscos de uma possível atrofia cognitiva entre seus empregados, resultante da delegação excessiva de tarefas às ferramentas digitais. Para mitigar esse risco, a empresa está implementando programas de exercícios de memória, atenção e encontros presenciais sem o uso de dispositivos eletrônicos. A automatização de tarefas rotineiras pode liberar a mente para decisões mais complexas, mas é crucial manter o desenvolvimento das habilidades mentais.

A divisão dos ganhos de produtividade

Na Bristol Myers Squibb, a discussão avança em busca de um equilíbrio na distribuição dos ganhos de produtividade. A empresa está desenvolvendo um indicador de bem-estar para orientar como os benefícios da automação devem ser partilhados entre a companhia e seus colaboradores. Já na PepsiCo, a defesa é por uma visão que vá além do retorno financeiro imediato, valorizando a criatividade e o aprendizado como benefícios difíceis de quantificar, mas essenciais para uma vantagem competitiva sustentável.

A transformação da eficiência em vantagem duradoura requer critérios claros para a distribuição dos ganhos, evitando que a busca incessante por resultados acabe por elevar a régua de cobrança para os funcionários. Este é um desafio que os CEOs devem enfrentar para garantir que a produtividade elevada se traduza em benefícios reais para todos.

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Fonte: https://thebrief-newsletter.beehiiv.com

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