A gravidade dos acidentes em rodovias brasileiras ganhou mais um capítulo trágico no interior paulista. Morreu na noite do último domingo (25), após passar dias internado em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em Catanduva (SP), o homem de 38 anos que havia sido atingido na cabeça por uma peça metálica arremessada enquanto estava no acostamento da Rodovia Washington Luís (SP-310).
A confirmação do falecimento foi feita pela esposa da vítima, identificada como Pedro Machado Creste, por meio de manifestações em redes sociais que rapidamente comoveram amigos, familiares e moradores da região noroeste paulista. Pedro deixa esposa e uma filha de apenas um ano de idade, em uma perda repentina que gerou forte repercussão local sobre os riscos inerentes às paradas de emergência nas estradas do estado.
Dinâmica do acidente e o perigo na rodovia
O episódio aconteceu no dia 21 de outubro. De acordo com os levantamentos policiais e relatos obtidos pela imprensa local, Pedro viajava de carro acompanhado da esposa, que conduzia o veículo. Em determinado momento do trajeto, os ocupantes perceberam um barulho atípico vindo da parte inferior do automóvel, o que motivou a motorista a buscar segurança no acostamento para averiguar a situação.
Foi durante a verificação externa que a fatalidade ocorreu. Enquanto Pedro avaliava o problema perto do carro, uma carreta em trânsito passou por cima de um fragmento metálico abandonado ou desprendido na pista. O objeto era uma campana de freio — componente pesado do sistema de frenagem de veículos de grande porte, também conhecido como tambor de freio. Com a força do impacto dos pneus da carreta, a peça foi violentamente arremessada, atingindo em cheio a cabeça da vítima.
Atendimento médico, investigação e repercussão
Socorrido às pressas, Pedro foi encaminhado ao Hospital São Domingos, em Catanduva, onde deu entrada com diagnóstico de traumatismo craniano grave e múltiplas fraturas nos ossos da face. Apesar dos esforços da equipe médica durante os quatro dias em que permaneceu internado na UTI, a complexidade das lesões impediu a sua recuperação.
O caso foi inicialmente registrado pela Polícia Civil como lesão corporal culposa decorrente de direção veicular, classificação que agora deve ser reavaliada em decorrência do óbito. Até o momento, as autoridades enfrentam dificuldades na investigação devido à ausência de elementos que permitam identificar a carreta ou o motorista envolvido, uma vez que o veículo pesado seguiu viagem sem que o condutor possivelmente percebesse o desprendimento ou o arremesso do objeto. A peça foi recolhida e encaminhada para análise pericial na tentativa de rastrear sua origem.
Despedida e segurança viária
O velório e a cerimônia de despedida de Pedro Machado Creste foram programados para ocorrer no Cemitério Nossa Senhora de Fátima, em Catanduva, reunindo familiares e conhecidos enlutados pela tragédia. O caso reacende debates importantes sobre a manutenção preventiva de frotas, o controle de cargas e detritos nas rodovias concessionadas e os protocolos de segurança para motoristas que necessitam utilizar o acostamento em situações de pane mecânica.
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Fonte: https://g1.globo.com







