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GLOBAL TOPO – 01
Política

Ex-secretário responsável pela PEC da Segurança diz que medidas populistas a desvirtuaram

A discussão em torno da PEC da Segurança Pública ganhou novos contornos políticos após críticas severas de Mário Sarrubbo, ex-secretário nacional de Segurança Pública no governo do presidente…

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Ex-secretário responsável pela PEC da Segurança diz que medidas populistas a desvirtuaram
Rodrigo Marfan - 30.jan.26/MJSP/Divulgação

A discussão em torno da PEC da Segurança Pública ganhou novos contornos políticos após críticas severas de Mário Sarrubbo, ex-secretário nacional de Segurança Pública no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o especialista, a versão da proposta aprovada pelo Senado foi profundamente alterada pela introdução de medidas que ele classifica como de cunho populista, afastando o texto original de seu propósito técnico e estrutural.

A declaração repercute diretamente no debate legislativo brasileiro, em um momento em que a segurança pública figura como uma das principais preocupações da população e dos govern estados. A proposta, que busca redesenhar competências e integrar forças policiais em âmbito nacional, tem sido alvo de negociações intensas entre o Poder Executivo, o Congresso Nacional e os governadores dos estados, divididos quanto ao grau de centralização das diretrizes.

Os rumos da proposta no Legislativo

O avanço da Proposta de Emenda à Constituição no Senado mobilizou diferentes setores ligados ao sistema de justiça criminal e à segurança pública. Para críticos da versão aprovada, as emendas inseridas ao longo da tramitação parlamentar inseriram ruídos na gestão integrada, priorizando respostas imediatistas para a criminalidade em detrimento de um planejamento estratégico de médio e longo prazo.

Sarrubbo apontou que o texto inicial elaborado pelo governo federal tinha o objetivo principal de fortalecer a cooperação institucional entre as polícias estaduais e federais, além de padronizar diretrizes de inteligência e dados estatísticos. No entanto, as sucessivas negociações políticas alteraram o eixo central do projeto, gerando preocupações sobre a eficácia real das novas regras no combate ao crime organizado.

O impacto para os estados e a federação

Um dos pontos mais sensíveis da discussão envolve a autonomia dos estados na gestão de suas respectivas forças policiais. Governadores têm manifestado receios de que a unificação de diretrizes e a ampliação do escopo de atuação federal possam ferir o pacto federativo estabelecido pela Constituição de 1988. Por outro lado, defensores da PEC argumentam que o enfrentamento às facções criminosas exige uma resposta coordenada que ultrapasse as fronteiras estaduais.

A sociedade civil e especialistas da área acompanham os desdobramentos com atenção, avaliando se as mudanças introduzidas no Senado serão mantidas ou revistas na Câmara dos Deputados. O desafio central continua sendo equilibrar a necessidade de uma política nacional unificada com a preservação das especificidades operacionais de cada região do país.

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Fonte: https://redir.folha.com.br

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